Informação Geral
Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios 
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  • Nome: Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios
  • Tipologia: Igreja/Mosteiro
  • Classificação: Monumento Nacional, pelo Dec. 14 425, DG 228 de 15 de outubro de 1927
  • Concelho: Penafiel
  • Estilo: Românico de resistência
  • Estado de Conservação: Bom 
  • Festa do Padroeiro: Nossa Senhora da Eja – domingo seguinte a 29 de setembro 
  • Horário do Culto: Sábado - 18h00 
  • Horário da Visita: Por marcação 
  • Acesso p/ Deficientes: Bom 
  • Serviços de apoio:
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rotadoromanico@valsousa.pt  
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:
    Lugar de Entre-os-Rios, freguesia de Eja, concelho de Penafiel, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Porto), da A3 (Porto), da A24 (Chaves/Viseu), da A7 (Póvoa de Varzim) ou da A11 (Esposende/Marco de Canaveses) siga na direção da A4 (Bragança/Matosinhos) e saia para Entre-os-Rios/Penafiel Sul. Vire à esquerda para Penafiel e depois siga para Entre-os-Rios. Na localidade de Eja, junto ao INATEL, vire à direita para a Igreja de São Miguel, seguindo depois a sinalização da Rota do Românico.

    A partir do Porto opte pela A3 (Valença) e depois pela A4 (Vila Real). Saia em Entre-os-Rios/Penafiel Sul, siga na direção de Penafiel e depois na Entre-os-Rios. Em Eja, junto ao INATEL, vire à direita para a Igreja de São Miguel.

    Se vem do Centro ou Sul de Portugal pela A1 (Porto) ou pela A29 (V.N. Gaia) opte pela A41 / Este / A41 CREP. Escolha depois a A4 (Vila Real), saia em Entre-os-Rios/Penafiel Sul e vire à esquerda para Penafiel. Siga na direção de Entre-os-Rios. Em Eja, junto ao INATEL, vire à direita para a Igreja de São Miguel, seguindo depois a sinalização da Rota do Românico.

    Se já se encontra na cidade de Penafiel, tome a direção de Entre-os-Rios/Castelo de Paiva, pelas estradas N15 e N106, até ao desvio para a Igreja de São Miguel.

  • Coordenadas Geográficas: 41° 5' 0.12" N / 8° 17' 57.94" O 
História
História
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Igreja de São Miguel de Entre-os-RiosO território do Tâmega e Sousa assume uma elevada importância estratégica durante a Reconquista Cristã de D. Afonso III das Astúrias.

O domínio sobre o rio Douro constituiu, desde a proto-história, uma característica que fez de Entre-os-Rios um local privilegiado para implantação de habitações. Vestígios de uma muralha de um castro e registos da descoberta de cerâmica romana tardia são provas da ocupação do território.

A Igreja de São Miguel ergue-se num pequeno planalto, ilustrando a importância estratégica do local escolhido para edificar este monumento românico tardio.

A primeira vez que a Igreja é referenciada em documentos é no Livro de Testamentos de Paço de Sousa, datado de 1095, no qual é referida uma doação de parte da Igreja ao Mosteiro. Outro documento, de 1120, dá notícia de uma nova doação de parte da Igreja ao mesmo Mosteiro.

A arquitetura românica tardia que exibe situa a sua construção após o século XIV, ou seja, o edifício original terá sofrido profundas remodelações ao longo do tempo.

Os especialistas consideram que, quando o edifício foi erigido, há muito que o centro decisório regional havia deixado Eja, facto explicado pela modéstia da construção: templo de nave única e capela-mor quadrangular mais baixa e estreita que o corpo; alçados escassamente fenestrados e destituídos de pormenores decorativos relevantes; fachada principal de escassa volumetria, rasgada por portal de arco apontado a que se sobrepõe pequena fresta; arco triunfal igualmente apontado, decorado sumariamente com motivos geométricos e vegetalistas.

A Baixa Idade Média e a Modernidade deixaram poucas marcas na Igreja, o que não sucedeu na Época Barroca, durante a qual foi renovado o altar, com colocação de talha dourada, de estilo nacional, seccionado por três arcos de volta perfeita.

No século seguinte, as obras de atualização estética continuaram, edificando-se o coro-alto e introduzindo-se os retábulos laterais.

Lendas e Curiosidades
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Igreja de São Miguel de Entre-os-RiosA freguesia de Eja era, no século XVIII, uma  pequena povoação composta por 30 fogos e cerca de uma centena de habitantes, dispersos por cinco pequenos lugares ou aldeias. A igreja paroquial isolava-se no alto de uma encosta que observa o Douro.
  
Existem testemunhos deste isolamento já em 1758. Apesar desta circunstância, a Igreja era frequentada todos os sábados para assistência dos cultos religiosos ali praticados regularmente. De acordo com os historiadores, era através desta reunião religiosa sistemática que se praticava o espírito de coletivo e de união.

Cronologia
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Séc. XI – Edificação original (desaparecida);

Sécs. XIII ou XIV – Edificação da Igreja;

Séc. XVIII – Alongamento e alteamento da cabeceira e colocação do altar-mor;

Séc. XIX – Colocação dos retábulos laterais e púlpito;

Séc. XX – Colocação do lambril de azulejos;

1936 – Obras de conservação e restauro;

1964 – Obras de restauro levadas a cabo pelo pároco;

1980 – Limpeza da vegetação envolvente;

1981 – Reparação das coberturas e carpintarias;

1982 – Obras de conservação e reparações diversas;

1998 – Integração da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios na Rota do Românico do Vale do Sousa;

2003 – Obras de conservação das coberturas, paramentos e vãos exteriores;

2004 – Obras de conservação de pavimentos e paramentos interiores, e de tetos;

2005 – Obras de conservação geral das coberturas, paramentos e vão exteriores realizadas no âmbito do projeto Rota do Românico do Vale do Sousa.

Especialidades
Arquitetura
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O imóvel é um exemplar de arquitetura religiosa, românica, barroca e neoclássica, composto por Igreja de planta longitudinal e nave única, com fachada principal em empena, com sineira lateral, e interior remodelado, com retábulo-mor barroco e os laterais da nave neoclássicos.

Planta da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

A arquitetura desta Igreja apresenta portais despidos de colunas e tímpanos, onde os arcos são, sistematicamente, quebrados. Existem muitos indícios de uma cronologia próxima do período gótico, apesar das inúmeras referências ao românico.

A Igreja não possui capitéis e o recurso às impostas como suporte para os arcos, bem como o uso de elementos decorativos de folhagens geometrizadas e executadas a bisel, fazem prova dessa construção tardia.

A planta segue as regras do românico, com nave única e cabeceira retangulares, embora a cabeceira original tenha sido alongada e alteada no século XVIII.

Plantas da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

A construção da Igreja recorreu a blocos em granito aparelhado, em fiadas pseudo-isódomas, maioritariamente sem siglas, contrastando com o que era habitual nesta época.

A fachada principal, simplificada, é rematada por um arco apontado assente em impostas, e o remate superior é feito em empena com cruz no vértice, coroado nos flancos por dois pináculos do século XVIII.

Seria nesta empena que estaria localizado o campanário medieval, facto confirmado pelas marcas de corda ou corrente de tocar o sino, visível sobre o portal principal.

As recordações do românico persistem nas fachadas laterais, nomeadamente na sequência de cachorros que sustentam o lacrimal do telhado, pelo seu formato, grande dimensão e ausência de escultura.

O portal norte, em arco quebrado, foi mais ricamente decorado, estando enquadrado por arquivolta decorada com motivos em ponta de diamante e folhas de oito pétalas geometrizadas e feitas a bisel, semelhante ao arco de cruzeiro do interior.

Aqui destaca-se a nave coberta a madeira, separada da cabeceira por arco cruzeiro de vão quebrado, assente em imposta, sem colunas, decorado com elementos vegetalistas.

Na parede norte da capela-mor encontra-se um arcossólio do tempo da igreja medieval, destinado a abrigar um túmulo, mas que, na campanha de obras da Época Moderna, foi parcialmente cortado pela implantação de uma porta. Os altares, o púlpito e os vãos de iluminação resultam de intervenções nos séculos XVII, XVIII e XIX.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa, no qual foram definidas as linhas diretrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projetos técnicos de execução e respetivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, enunciaram-se as condicionantes consideradas de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.

Envolvente da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

O objetivo do Estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Proteção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Procedeu-se, também, à definição das áreas de atuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios e, simultaneamente, corrigir e/ou criar estruturas e infraestruturas de apoio.

Segundo o Estudo, a envolvente consolidada em torno deste imóvel, deverá ser alvo de manutenção, com particular destaque para a conservação e substituição do piso do caminho que liga à Igreja.

Aproveitando-se esta intervenção, as cablagens aéreas deverão passar a subterrâneas, ao mesmo tempo que se deve conceber iluminação específica do monumento e da via.

De acordo com este Estudo, os núcleos de floresta contíguos ao caminho de acesso à Igreja deverão ser alvo de uma valorização geral, através de uma limpeza numa faixa de 15 metros de largura, com remoção dos ramos secos, das árvores mortas e das heras que trepam às árvores. A criação de sanitários públicos deverá, igualmente, ser uma prioridade.

Recuperação e Valorização
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Os trabalhos de conservação e restauro neste monumento foram realizados em 2005, entre julho e setembro, envolvendo o retábulo-mor, a pintura do teto, as pinturas e o reboco das juntas das janelas da capela-mor e a pintura da porta de acesso à sacristia.

Recuperação da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

O retábulo-mor, datado do primeiro quartel do século XVIII, em estilo barroco nacional, foi executado em talha dourada sobre madeira de castanho.

A pintura no teto foi elaborada sobre madeira de castanho de configuração denominada caixotones. A primeira fila junto ao retábulo será do mesmo período do retábulo-mor, mas o restante teto do século XIX.

A pintura da porta da sacristia será, provavelmente, do século XIX, tendo sido efetuada sobre madeira de castanho em estilo artístico indefinido, à semelhança da realizada nas janelas da capela-mor. Estas pinturas policromáticas sobre pedra de granito serão, igualmente, do mesmo período, mas de fraco valor artístico.

Os tratamentos efetuados para fixação das superfícies policromadas e douradas envolveram a aderência dos destacamentos das camadas da obra por intermédio de um adesivo assente com uma espátula metálica.

Aplicou-se, seguidamente, uma resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato diluída a 10 por cento com hidrocarboneto aromático.

Na revisão e reforço estrutural da estrutura fixaram-se os tardozes do interior do retábulo-mor e nas superfícies exteriores, através de parafusos de aço inoxidável. Os elementos fraturados foram fixados e as juntas e fendas abertas unidas com resina do tipo acetato de polivinilo e por aperto mecânico e parafusos de aço inoxidável.

Exterior da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

Procedeu-se à desmontagem de elementos volumétricos em vias de destacamento por via mecânica, fixando-os através de elementos metálicos inoxidáveis e unidos com resina do tipo acetato de polivinilo e aperto mecânico por meio de grampos.

A tribuna do retábulo-mor foi desmanchada e remontada com apainelados de contraplacado marítimo, no qual foram fixados os fragmentos de talha existentes no local, provenientes do teto original da capela-mor, mas que já não se encontravam na sua forma inteira, procedendo-se à restauração do painel central.

As madeiras receberam um tratamento de imunização contra o ataque de insetos xilófagos e microrganismos, através da aplicação por pulverização e injeção de produto inseticida/fungicida. Visando a consolidação e reforço das zonas de madeira fragilizada e com fraca resistência mecânica, aplicou-se resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato, diluído em solvente com volatilidade média e em concentrações crescentes de 8, 15 e 20 por cento, por injeção e pincelagem.

Os elementos metálicos existentes foram objeto da remoção mecânica da oxidação superficial e estabilização deste processo através da aplicação de ácido tânico, dissolvido em água destilada e etanol, protegido com verniz antioxidante.

A zona do sacrário foi totalmente removida e reconstruída, utilizando contraplacado marítimo fixo através de parafusos de aço inoxidável. Também o nicho de trono do retábulo-mor sofreu uma reconstrução, designadamente o primeiro degrau, que apresentava, ao meio, uma abertura em arco de volta perfeita que estava tapada.

As superfícies policromadas receberam uma limpeza química com solventes orgânicos e inorgânicos isolados ou misturados. As lacunas foram preenchidas com gesso acrílico e nivelamento com papel abrasivo de granulometria entre 100 e 150, enquanto a reintegração cromática das lacunas douradas e policromadas, que provocavam interferência na leitura estética do retábulo-mor, foi executada com recurso a técnicas de abstração de cor e mimetismo, no caso das lacunas de menor dimensão, e de trateggio para as maiores. Neste sentido, recorreu-se a pigmentos aglutinados em resina acrílica.

O douramento ocorreu ao nível da predela, zona do sacrário, sotobanco e teto da tribuna, a par da sua reconstrução, utilizando-se a técnica a mordente com ouro alemão de lei de 18 quilates. Finalmente, aplicou-se resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato, diluída em tricloroetileno por pincelagem e em concentração a 7 por cento, para proteção das superfícies douradas.

Recuperação da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

A fixação das superfícies policromadas e douradas da pintura do teto da capela-mor foi executada por intermédio de um adesivo aplicado com espátula metálica, sobre o qual se sobrepôs resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato, diluída a 10 por cento com hidrocarboneto aromático. As pranchas de madeira do teto foram levantadas para acesso ao tardoz, tendo sido removidos os caixotones das duas fileiras transversais junto ao arco do cruzeiro, devido ao estado de ruína em que se encontravam.

Procedeu-se à revisão e reforço de estruturas, nomeadamente os elementos fraturados, a destacar ou já destacados, à união de fendas e juntas abertas e à substituição da madeira apodrecida. Realizou-se a desmontagem de elementos volumétricos em vias de destacamento por via mecânica, seguindo-se a fixação por meio de elementos metálicos inoxidáveis e com aderência através de resina do tipo acetato de polivinilo e aperto mecânico com grampos. As reintegrações de lacunas volumétricas de menor dimensão, designadamente na moldura de remate da sanca do teto, foram realizadas com adesivo endurecedor.

Através de pulverização e injeção de inseticida/fungicida executou-se o tratamento de imunização curativa e preventiva contra insetos xilófagos e microrganismos, após o qual se efetuou a consolidação e reforço das zonas de madeira fragilizada e com fraca resistência mecânica.

Esta foi realizada por injeção e pincelagem de resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato, diluído em solvente com volatilidade média e em concentrações crescentes de 8, 15 e 20 por cento, na proporção indicada para os diferentes graus de degradação.

Nos elementos metálicos existentes foi removida mecanicamente a oxidação superficial através da aplicação de ácido tânico, dissolvido em água destilada e etanol, protegido com verniz antioxidante.

Relativamente ao teto, efetuou-se a substituição e colocação de dez novos barrotes na estrutura de sustentação e reforçaram-se as fixações.

Dois caixotones, que estavam totalmente degradados, foram substituídos por novos, confecionados em contraplacado marítimo, completando-se o trabalho por uma pintura com pigmentos aglutinados em resina acrílica.

Recolocou-se, ainda, o fecho da abertura de acesso ao tardoz e fez-se uma limpeza a fundo, por pincelagem e aspiração, de todas as sujidades e poeiras não aderentes, através de trinchas de cerdas macias e aspiração controlada.

A policromia foi limpa com o solvente tricloroetileno para remoção de purpurinas e, nas zonas de mais difícil remoção, recorreu-se a uma mistura de dimetilformamida com tolueno em concentração de 25 e 75, respetivamente.

Recuperação da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

As lacunas policromadas e douradas foram preenchidas e niveladas com gesso acrílico e com papel abrasivo de granulometria entre 100 e 150, respetivamente.

Para eliminar a interferência na leitura estética que as lacunas douradas e policromadas provocavam no conjunto, efetuou-se a reintegração cromática com recurso a técnicas de abstração de cor e mimetismo, para a qual se empregaram pigmentos aglutinados em resina acrílica.

No que se refere ao douramento, e dado que a zona dourada da primeira fila do teto estava bastante deteriorada, houve necessidade de redourar, através da técnica a mordente com ouro alemão de lei de 18 quilates, após a limpeza das superfícies com preparação e bollus.

Para harmonizar a coloração, provocou-se o desgaste e patine da superfície intervencionada com raspadores e velaturas de tom castanho escuro.

Finalmente, nas superfícies douradas aplicou-se resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato, diluída em tricloroetileno, por pincelagem e em concentração a 3 por cento. Nas superfícies policromadas aplicou-se um verniz acrílico mate.

Na pintura da porta da sacristia fixaram-se as superfícies policromadas e douradas em destaque, por intermédio de um adesivo assente com espátula metálica, sobre o qual foi aplicada uma resina acrílica do tipo copolímero de etilo metacrilato, diluída a 10 por cento com hidrocarboneto aromático.

Recuperação da Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

A madeira recebeu uma imunização curativa e preventiva contra insetos xilófagos e microrganismos, aplicada por pulverização e injeção de produto inseticida/fungicida.

A oxidação superficial dos elementos metálicos existentes foi removida com a aplicação de ácido tânico, dissolvido em água destilada e etanol, protegido com verniz antioxidante.

A porta foi objeto de desmontagem e remontagem para acerto de desníveis e fecho de juntas, procedendo-se à limpeza a fundo por pincelagem e aspiração de todas as sujidades e poeiras não aderentes, por intermédio de trinchas de cerdas macias e aspiração controlada.

As superfícies policromadas foram limpas com acetona, por meio de cotonetes e emplastros de algodão embebidos no respetivo solvente. As lacunas policromadas e douradas e o nivelamento dos preenchimentos foram regularizadas com recurso a gesso acrílico e papel abrasivo de granulometria entre 100 e 150, respetivamente. Para proteção, aplicou-se uma camada de verniz acrílico mate.

As pinturas murais das janelas foram objeto de uma intervenção que envolveu a remoção de repintes de cal por bisturi, o preenchimento de juntas das janelas do alçado sul, a limpeza superficial de sujidades, a limpeza química das superfícies policromadas, a reintegração cromática e a aplicação de camada de proteção.

Galeria
  • +Retábulo-mor da Igreja de Entre-os-Rios

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Bibliografia
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